sexta-feira, 5 de novembro de 2010

My happy ending

Não gosto da massificação. Mas também não consigo viver sem desejá – la. Ter certeza de quem eu sou, estando sozinha em casa com o cabelo sujo e casaco sujo de molho ou numa festa com inúmeros convidados não é nada fácil, em nenhuma das situações. Eu cada vez me acostumo mais em estar sozinha. É tão mais fácil assim. O que as pessoas fazem ou deixam de fazer não me atingem tanto. Ajo mais por mim. Pelo cheiro nem sempre tão agradável que sinto emanar do meu corpo, ou pelo cabelo que mesmo problemático sempre esteve comigo. São tão meus quanto ou alguém pode ser meu. Não, eles são mais, porque sempre estiveram comigo. Goram esses os braços que sempre acompanharam meus passos. Até a minha reacção de choro. Acredita que em situações de pressão, mesmo que não esteja nervosa preciso chorar? Sim, é uma recorrência confortável para mim, não sei reagir de outra maneira de modo que pareça natural e compatível comigo. Chorar faz parte do processo de cura das minhas insatisfações. Também quando a situação está muito tranquila me incomoda. Parece que minha vida está estagnada e é uma merda. É assim que eu sinto. Não gosto de acreditar em mim talvez. Talvez porque exija atitudes que não quero reconhecer que preciso tomar. Ninguém pode entender mais meu psiquismo do que eu. Só me apetece dormir. Concentração.Grande merda. Não quero falar com ninguém mais, não quero fazer mais nada

sábado, 30 de outubro de 2010

Jantar

Pudera eu seguir – te as escuras

E sentir tuas palavras emanarem o tímido sabor

Que sinto nos dias quentes

O teu cheiro de Europa, perdido nas boémias

Premissas nunca foram necessárias

E nunca precisaríamos de história. Nós, amantes da arte?

Nós, vermes que para terra hão de voltar

Com suas loucuras imaginadas

E palavras proibidas

Nossa piada particular

Sinto – me tão insegura, aqui nos meus próprios anseios

E milhares de vícios que não são meus

Porque eu sou o espírito da noite, rodeado de sonhos, ansiosos por dispersar – se

Eu, sou a estrutura imensurável de meus caminhos tortuosos

Eu não amo nem desamo

Admiro os milésimos de segundo, e a perfeição das sequência do mundo

Admiro os pequenos actos irreconhecíveis

E os prazeres dispersos

E a ânsia de terminar, o que nunca começou

Constipação

Isto poderia ser um artigo de contestação qualquer, ou um estado de espírito, mas não, é mesmo meu estado de saúde

Planejei milhares de possibilidades para este fim de semana

Tudo culminou em muito sono, muita moleza, incapacidade de fazer qualquer coisa

Mas valeu a pena, comida não me faltou, vinho do porto ao fim do dia também não

(quer dizer, poderia ter um bocado mais, mas não interessa

E poderia ter alguma caixa de tabaco aberta também, mas não interessa)

Interessa é que preciso me recuperar logo para passar a semana, para viver ao máximo a semana

Gosto mesmo é de estar aqui, no meu quarto, cheia de ideias e possibilidades, cheia de amor por mim mesma,

Cheia de esperança no amanha

Eu gosto é desse ar bêbado dos dias frios

Gosto de sentir o amor perfeito nas minhas entranhas

Gosto de sonhar com os agitos da capital

E pensar em Hollywood a todo vapor

Gosto de pensar no meu amanhã, tanto como hoje, como tudo o que tinha

Gosto de viver por partes e viver por inteiro

Gosto de amar os meus momentos e aquilo que é só meu

E eu não me importo para onde o tempo vai me levar

Porque não importa

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

deixa - me escrever livremente
que o momento é tudo o que tenho
e sou, prisioneira das convenções sociais,
como era suposto
um sentimento constante de insatisfacação
lá no fundo sempre desponta
e eu não quero conselhos
quero dormir como uma sedentária
quero retroceder a mim mesma
quem vai dizer que estou errada,
quem vai dizer como eu deveria ser
para onde eu poderia ir?
se em qualquer lugar tem de ser do meu jeito
as paixões tem de ser como sonho
a vida tem de ser simples, como voar
nada além disto me agrada
estes momentos, que desejo desaparecer
não é suficiente viver
nem fingir
e isto é tudo o que me agrada

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Tô de consciência pesada. Comi uma sandes inteira com três fatias de fiambre de peru e queijo branco. Tava com muita vontade de atacar o pão, comprei quentinho da padaria. Mas agora que comi já estava frio. Me sinto gorda e gulosa. Não sei porque motivo me culpo tanto, mas é assim, paranóia é paranóia. Não quero ver os quilinhos a mais na roupa, definitivamente não quero, e nem me acostumar a comer muito, porque gosto da sensação de barriga vazia. Gosto de sentir que cabia mais e eu parei. Ok, vou tentar parar de falar da minha gulosisse e paranóia adolescente. Vou falar da minha tristeza lá no fundo, que guardo só para mim de não ter ido ao concerto dos Guns. Três horas de show. E eu não fui. Ou talvez fale do concerto dos apocalyptica, que será semana que vem dia 12 no norte e eu não poderei ir. E a esse eu queria ir, mais do que os Guns. Mas tenho uma boa notícia, chegaram meus livros do Stephen King. Antes que eu me esqueça, vou avisar o meu pai que chegou enquanto escrevo isto. o.k. Não quero mais desabafar, entrei no msn, fiz merda e entrei no facebook, fiz merda pq to quase a me apaixonar por alguem que não vale a pena, simplesmente porque é ridiculo, e eu não deveria pensar nisso, e eu não deveria ter qualquer carencia afetiva, mas sou uma merda nessas cenas, e realmente não quero mais desabafar, quero ler meus livros e bye

sábado, 25 de setembro de 2010

hoje me sinto reconfortada com o frio, ao mesmo tempo frustrada pela minha incapacidade de controle das situações, por que não sou daquelas pessoas que nem precisam muito falar e já atraem multidões. As vezes sou um protótipo disto, mas nem de longe sou isto, principalmente nas minhas crises de timidez inexplicaveis ou vazio completo que me deixa completamente apática, sem assunto ou qualquer reacção interessante. Hoje me sinto uma alemã ou ucraniana de olhos gélidos presa demais no meu raciocínio reto e distante. Durante o dia tive milhares de auto e baixos. De pensamentos positivos a completa degradação. A tempos que eu não pensava tanto. E nem eu sei como aguentei essa máquina ambulante em crise por um tempo bastante prolongado do passado. Hoje por mais que as vezes seja difícil de diferenciar minha confiança presente do passado, sinto que estou mais auto confiante e mais capaz de me levantar das armadilhas da minha mente e encará - las de frente. Faz mais sentido lutar por mim agora, sem nenhuma razão realmente consciente. Talvez só tenha aprendido a lidar melhor comigo mesma, e a ter mais jogo de cintura nas situações. Nem tudo é apenas uma possibilidade, há obstáculos pessoais que já ultrapassei, há objetivos que já alcancei, no meu tempo, do meu jeito com todos altos e baixos mas aconteceu, e isso me faz menos medrosa a cerca do futuro.Nem tudo é tragédia. Nem todos são capacitados. Alguns se descobrem ao longo do tempo. Alguns começam em decadência até alcança o topo do mundo.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

FUCK YOU!!!

Essa é a música da Lilly Allen que ouço neste momento. O mais incrível é que antes nunca gostara dessa gênia. Não sei porque ela parece agora a perfeita conjugação de inocência maquiavélica. Talvez algo do que encontro nas minhas astúcias inesplicáveis. Hoje foi um daqueles dias reveladores para mim. Nunca conversei tão abertamente comigo mesma. A verdade é que é mais fácil esconder a verdade de nós mesmos. O QUE MAIS ME PERTURBA É QUE NÃO SEI AS VERDADEIRAS RAZÕES DAS MINHAS MUDANÇAS. ~comecei a querer coisas que nunca imaginei querer. nunca imaginei que pudesse amar arte acima das possibilidades de cores a que sou ilimitavelmente limitada. Minhas cores hoje, são aquilo que me agradar no dia. Quando foi que minhas folhas mortas começaram a ganhar flores?? Quando comecei a gostar de exercício, quando comecei a ver vantagens no verão, quando perdoei um passado distante e e vi vantagens nas adversidades na vida? QUando comecei a ver minha mãe como verdadeira aliada? Não sei. Mas isso foi mais gradual do que parece. Cada dia, cada experiência, cada momento, cada iniciativa, cada revolta, cada revelação. Apreciar a vida, como só eu sei, amar a mim mesma, como só minha imaginação consegue!