sábado, 19 de junho de 2010

Nem sei que dia é hoje. Ontem escrevi no meu black note, mas nem coloquei data. Meus pensamentos deveriam realmente estar mais bem organizados, mas é demasiado difícil. Acabei de ler algumas páginas do assunto de geografia que dei este ano. Já me fartei, pretendo continuar amanhã. Eu não nasci para ler quinhentas milhões de vezes a urbanização de Portugal e sua dificuldade de estar ao nível da Europa. Confesso que parei umas duas vezes para ouvir música no meio da concentração, sendo que uma delas levantei para dançar enquanto me olhava no espelho. è exatamente por isso que devo fazer controle de calorias. Ou tenho ataque de histeria ou crise de depressão. Isto parece um comentário fútil, eu sei, não costumo escrever banalidades por aqui, mas escrevi hoje, pronto, a falta de alguém para desabafar as crises do dia me leva a esses disparates. (Não que eu preferisse um chato e faladeiro ser humano para desabafar). Guardo minhas necessidades de companhias para fins mais úteis, como sair para andar, e não para usá - las como vàlvula de escape. Eu andei pensando sobre o convívio com o ser humano. Se você é muito simpático, pode fazer muito amigos, mas também pode sussitar inveja de pessoas normalmente queridas. Pessoas as quais poderia até ter afinidade, mas pela sua demasiada simpatia causa inveja. Também ao mesmo tempo fica rodeado de pessoas que que gostam da sua simpatia, e não de você, o que não te faz alguém mais interessante, pois se passa um dia em casa sem procurar ninguém, ou vários dias, ninguém vai te procurar. Eu sou um caso em que é um desperdício de tempo procurar os outros. Vamos a este caso, o anti - social. Se não é muito dado, também não incomoda muita gente, ao mesmo tempo que não faz tantos aparente amigos, mas pode ter certeza que os amigos que faz não o estarão sempre procurando porque na maioria são pessoas muito calmas e recatadas. Talvez inseguras ao extremo, ou talvez seguras demais, ao ponto de não quererem procurar necessariamente ninguém. De repente é mesmo isso, os muito simpáticos é que são inseguros demais e não conseguem viver sem um minuto de companhia. è cada um se adapta às necessidades. Eu sou uma observadora, e me enquadro no meio termo, talvez porque eu ainda não tenha formado minha personalidade por completo, o que não seiq uando acontecerá, já que estou no meio a muito. Ai, pausa pra respirar, tenho vontade de falar muito, tanto que me perco nas minhas palavras e meus pensamantos se embaralham, formando novos pensamentos que me impossibilitam de fazer algo por muito tempo. Mantenho - me irriquieta, falsa aparência de calma, talvez uma farsa que tenha montado pela minha calma extrema e capacidade de raciocínio lógico que ne eu mesma sei que existe. Ser eu é difícil. Ao mesmo tempo que é a coisa mais fácil do mundo. Minha mente deve ser o brinquedinho de Deus. Ah, já chega, dei uma pausa muito grande para escrever esta última frase, o que significa que esta atividade já se tornou demasiado longa, e eu não sei porque parece tão necessário repetir demasiado tantas vezes. Como eu perco o meu tempo!

terça-feira, 15 de junho de 2010

já faz algum tempo que não faço postagens por aqui. Sinceramente é uma seca digitar meus pensamentos e sentimentos, mas também é uma seca estar a olhar para as paredes do meu quarto em demaseio, ou mesmo para as folhas contínuas do caderno. Olhar para o ecrã pode ser a coisa mais libertadora desta momento. Não é nada confortavel o silêncio quando se está com outras pessoas. Qualquer reacção minha pode ser percebida, e eu não gosto de ter as atenções voltadas para mim. Gosto de observar, mas não de ser observada. Fazer o que, é o meu feitio. Nâo é que só queira a companhia de outras pessoas nos bons momentos, principalmente relacionado à aqueles que quero bem, não me importo que estejam mal, mas me importo de sentir a frieza do momento como se estivesse sozinha, estando na verdade com eles. É difícil de explicar talvez, como tudo aquilo que sinto. Também não sei dizer se aprecio realmente a solidão, e poucas companhias, se invade - me um sentimento de inércia ou se é apenas a realização do meu eu, mas sei que sou suficientemente capaz de entender que não há do que se queixar, e, a falta de palavras só pode muitas vezes ser traduzida como momento de espera e paciência

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Faz tanto tempo que não faço postagens, já estava sentindo falta. É incrível como o tempo passa o mais breve que seja, e quando releio o que escrevo me parece inúltil, ultrapassado. Os pensamentos mudam, tanta coisa muda, alguns dias me desespero, outro me torno confiante, uns dias tudo parece clichê, e pra mim mesma pareço um nada. Sei lá. Me pertubo tanto com essas inconstâncias, e de repente tudo que eu tenho pode desmoronar, e pode nada fazer sentido. Mas tanto faz. Acho que não me arrependo de nada. Embora nunca estarei satisfeita. (Nada de novo). Hoje tô meio irritada. Como se eu já não conhecesse o ser humano.Fui inventar de entregar umas poesias ao meu professor de literatura, e isso já deve fazer mais de um mês. E ele nem leu. Enquanto de outros ele ja leu várias, E por que? Porque não sou babona de professor? Porque minhas notas são comuns? Whatever, foda - se. Eu não preciso que ninguém valorize. Nem comente, nem elogie. E hoje eu sei disso. Eu escrevo porque amo isso, não porque to querendo aparecer. Eu não preciso disso, nem de aceitação, nem de popularidade, nem de ser rodeada por gente. Eu faço o que gosto, e hoje me sinto tão bem assim. Eu tenho necessidade de seguir meu caminho, seja lá pra onde der. Chega de me enganar. Essa vida é uma puta muitas vezes. Mas quem liga? É assim que dar mais prazer de sair por cima não é assim? Tanto faz. O que eu gosto mesmo é de me divertir com as minhas merdas. É fazer das coisas mais banais uma polêmica. É viajar na minhas utopias, sonhar nesse mundo paralelo que posso criar, tornando tudo tão atrativo...É esse texto tá uma merda. Tudo é uma merda. E daí? Eu gosto assim

sábado, 24 de janeiro de 2009

qual o limite?

sou uma vastidão
que escorre sem razão
pelas brechas desse mundo
minha simples vocação
desmembrar meu limite
me infiltrar em toda obscuridão
nessa corrida sem fim pela alma
nesse vai e vem desigual sem pena
qual o limite
a que nse espalham meus fragmentos
que ecoa meu existencialismo
tanto amor solidificado
nessa pedra que é o coração
que nunca para de pulsar
apenas para auto - destruição
qual é a jornada desse drama
qual é a ironia para tal melancolia
nunca fará sentido

nada de novo

eu andei por essas ruas
no fundo sei onde isso vai dar
quantas vezes tenho que voltar
e tentar do mesmo exato lugar
não que haja algum pesar
não sei do depois daqui
posso até me decepcionar
ai, essa mente que tanto se recusa a continuar!

deja vu

eu não preciso do amanhã
pra acreditar em mim
não preciso viver
pra saber como é a dor
não preciso morrer
pra saber que compensa
nem descobrir a felicidade
pra escolher seguir em frente
não preciso perder aguém
pra saber o quanto o amo intensamente
não preciso esperar
pra saber o quanto ainda vou mudar
não preciso conviver com alguém
pra saber o quanto se tornaria essencial

nada no seu lugar

o que queres tu saber
desse coração repartido?
dessa alma sem rumo
desse centro de pensamentos irriquietos

o que queres intrigar
meu amor, meu ódio
tudo é energia que vira poesia
meu eu embaralhado

o que queres encontrar
minha animação resguardada
minha tristeza incansável
minha memória pertubadora?